Eleita na última sexta-feira, a nova gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) começa organizar as agendas de compromissos com os estudantes. Após a posse oficial, marcada para a próxima quarta-feira, a chapa deve se reunir com o reitor Luciano Schuch e a vice-reitora Martha Adaime para tratar sobre as demandas e prioridades para o ano de gestão do DCE.
Em sua formação, a gestão possui 77 membros dos quatro campi e é dividida em nove coordenações, entre elas a assistência estudantil, cultura, esporte e lazer, combate à opressão e o incentivo à integração estudantil. Em entrevista à CDN, na tarde desta segunda-feira, estiveram presentes dois coordenadores gerais e uma de assistência estudantil, reiterando o compromisso de garantia dos direitos dos estudantes, mesmo após a sequência de cortes da UFSM e os impactos causados pelo menor orçamento da década:
— Se há 10 ou 15 anos a gente discutia o que a gente quer a mais dentro da universidade, hoje a gente discute o que a gente não quer perder. Acho que isso diz muito sobre o momento, e a nossa gestão tem o nome “Esperançar” justamente por isso, por quer ver o horizonte e construir uma universidade cada vez mais democrática — afirma o coordenador geral Luiz Boneti.
Na última semana voltou a ser discutida a proposta de aumento do custo da alimentação no Restaurante Universitário para alunos sem Benefício Socioeconômico (BSE), de R$ 2,50 para R$ 5,90 ou R$ 8,85. Os valores são calculados com base no subsídio de 75% pago pela universidade para “repor” o custo de contrato da refeição, que é de R$ 11,80. O DCE informou que não foi informado formalmente sobre a proposta, mas que deverá se inteirar do assunto após a posse da gestão.
A posse ocorrerá na quarta-feira, às 17h, no hall do Restaurante Universitário (RU), com presença de autoridades membros da reitoria e da Câmara de Vereadores de Santa Maria.
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Retomada de eventos
Entre as propostas, está a retomada de atividades que costumavam movimentar os estudantes, como os jogos universitários. Outra ideia é continuar com “Balbúrdia na Praça e nos Bairros“, em que os estudantes apresentavam seus projetos de pesquisa e extensão em bairros das cidades dos quatro campi, como forma de aproximar a comunidade da ciência produzida na UFSM.
— Acho que agora nós temos total condição de retomar essas atividades, e esse é o nosso objetivo. Porque a gente sabe que de nada adianta a gente produzir para nós e ter um efeito e impacto direto nas comunidades se as pessoas não sabem desse impacto.
Boate do DCE
A famosa Boate do DCE, que ocorria no subsolo da Casa do Estudante Universitário (CEU) do Centro da cidade, deixou de ser promovida há pelo menos 9 anos. Entre os motivos, estão a readequação do espaço, que não atende às normas do plano de prevenção e proteção contra incêndios (PPCI), e a proibição de venda de bebidas alcoólicas em espaços da universidade, vigente desde 2018.
A ideia da nova gestão do DCE é promover, no local, um espaço para atividades culturais, inclusive para exibição de produções sobre a boate, como é o caso de um documentário que está sendo finalizado, e deve ser lançado no local.
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Eduarda Costa, [email protected]